Após uma reunião de alto nível na Casa Branca, Líbano e Israel prorrogaram o cessar-fogo por três semanas, declarou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (23).
Trump encontrou-se no Salão Oval com o embaixador israelense em Washington, Yechiel Leiter, e a embaixadora libanesa nos EUA, Nada Moawad, para uma segunda sessão de diálogos que contou com a mediação americana, um dia depois de ataques israelitas que resultaram na morte de ao menos cinco indivíduos, entre eles uma repórter.
“A conversa foi extremamente produtiva! Os Estados Unidos vão colaborar com o Líbano para auxiliá-lo na proteção contra o Hezbollah”, informou Trump em sua rede social Truth Social.
O Hezbollah, milícia vinculada ao Irã que confronta Israel, não esteve na mesa de negociações e afirma possuir “o direito de resistir” às forças que ocupam a região.
Segundo Trump, ele aguarda a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e do presidente do Líbano, Joseph Aoun, em um futuro próximo.
Em declaração a repórteres, acompanhado pelos envolvidos na reunião, Trump expressou sua expectativa de que os líderes se encontrem durante as três semanas de cessação das hostilidades. Para ele, existe uma “grande probabilidade” de que ambos os países cheguem a um entendimento de paz ainda neste ano.
O vice-presidente, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, e o embaixador dos EUA no Líbano, Michel Issa, também estiveram presentes na reunião.
A suspensão das hostilidades, obtida após diálogos entre os embaixadores das duas nações em Washington na semana anterior, terminaria no domingo. Essa trégua resultou em uma diminuição considerável da violência, embora os ataques tenham persistido no sul do Líbano, onde tropas israelenses tomaram uma área de segurança autoatribuída.
*(Reportagem de Maya Gebeily, Tom Perry, Jana Choukeir, Steve Holland, Simon Lewis, Trevor Hunnicutt e Ryan Patrick Jones)
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Fonte: Agência Brasil
