Militares de mais de 30 nações se encontram nesta quarta-feira (22) em Londres para discutir uma potencial missão multinacional, sob a liderança do Reino Unido e da França, com o objetivo de reestabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz após o conflito.
Segundo um comunicado do Ministério da Defesa britânico, a reunião de dois dias de planejamento ocorrerá no Quartel-General Conjunto Permanente Britânico em Northwood, localizado ao norte da capital.
A meta é converter o consenso político alcançado na semana anterior em Paris em um plano militar detalhado que assegure a liberdade de navegação nessas águas estratégicas, por onde transita um quinto do petróleo do mundo.
Na sexta-feira, cerca de 50 governos e organizações apoiaram a proposta dos franceses e britânicos, na capital francesa, para estabelecer uma missão “estritamente defensiva” com a intenção de proteger o tráfego marítimo em Ormuz.
O cessar-fogo provisório estabelecido na ofensiva que os Estados Unidos (EUA) e Israel iniciaram contra o Irã em 28 de fevereiro encerra-se hoje.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (21), a pedido do Paquistão, a extensão da trégua até que o Irã apresente uma proposta para um acordo.
Washington e Teerã, que devem retomar as conversações em breve, ainda não conseguiram firmar um consenso sobre a passagem livre pelo Estreito de Ormuz, uma via crucial para o comércio global, que foi bloqueada por Teerã em retaliação à ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.
De acordo com o comunicado, a reunião em Londres deverá analisar as capacidades militares disponíveis, a estrutura de comando e controle, além da possibilidade de destacamento de forças na área, visando a ativação da operação assim que as circunstâncias forem favoráveis.
O ministro da Defesa britânico, John Healey, declarou que o objetivo é progredir com “um plano colaborativo para garantir a liberdade de navegação e sustentar um cessar-fogo duradouro”.
“A navegação internacional, a segurança energética e a estabilidade da economia global dependem da liberdade de navegação”, disse, acrescentando que “uma ação coletiva eficaz” pode ajudar na reabertura do Estreito.
O Reino Unido e a França estão se esforçando para incluir o maior número possível de parceiros na missão, embora a lista de participantes da reunião militar em Northwood ainda não tenha sido divulgada.
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Fonte: Agência Brasil
