Três indivíduos, sendo dois oriundos de Ontário e um de Quebec, no Canadá, estão sob monitoração e isolamento pelas autoridades de saúde pública do país após um surto de hantavírus detectado no navio de cruzeiro MV Hondius.
“Os cidadãos mencionados são residentes de Ontário e estão sendo monitorados de maneira contínua, com interação diária com as autoridades de saúde locais,” afirmou a ministra da Saúde de Ontário, Sylvia Jones, durante uma entrevista na quinta-feira (7).
A ministra relatou que o isolamento se iniciou com a volta dos passageiros ao Canadá, após a confirmação do surto no navio.
Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto de hantavírus a bordo do MV Hondius resultou em três óbitos e há cinco casos considerados suspeitos, mas o órgão avalia que o risco para a população global é baixo.
Anita Anand, a ministra canadense das Relações Exteriores, assegurou que um terceiro nacional afetado está em Quebec, também em situação de isolamento.
As autoridades indicaram que os três indivíduos não apresentam sintomas, apesar de especialistas alertarem que os sinais associados ao hantavírus podem levar até um mês para aparecer após a exposição.
Sylvia Jones comentou que o período de monitoramento pode se estender por aproximadamente 30 dias, enquanto os órgãos competentes monitoram possíveis passageiros que tenham sido expostos e que retornem ao Canadá.
“Estamos recebendo informações atualizadas regularmente não apenas sobre esses dois casos, mas também nos preparando para a possibilidade de que outras pessoas possam regressar ao Canadá e Ontário,” declarou.
O surto levantou preocupações entre as autoridades de saúde em razão da possibilidade de transmissão limitada entre os humanos relacionada à variante.
Os representantes do setor de saúde pública continuam a monitorar indivíduos que possam ter sido expostos, enfatizando que a ameaça à população canadense continua muito baixa.
Esse caso destaca a velocidade com que problemas de saúde pública podem cruzar fronteiras internacionais por meio das viagens aéreas e marítimas.
Nos aeroportos e nos pontos de entrada internacional no Canadá, as autoridades mantêm uma vigilância intensificada, embora lembrem que o hantavírus continua sendo uma enfermidade extremamente rara no país.
Os hantavírus representam vírus zoonóticos que afetam roedores, com várias espécies circulando na Europa, Ásia e América. Apenas algumas são associadas à infecção em humanos, podendo causar doenças graves nesse contexto.
Não existem vacinas ou tratamentos específicos para esse vírus, sendo a cepa dos Andes, identificada em passageiros do cruzeiro, a única reconhecida por apresentar transmissão de humano para humano.
O cruzeiro em que ocorreram os casos e, até o momento, três mortes partiu de Ushuaia, na Patagônia, no dia 1º de abril, rumo ao oceano Atlântico, e os investigadores buscam determinar se a contaminação ocorreu em solo (na Argentina, no Chile ou no Uruguai), através de roedores, ou já a bordo da embarcação.
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Fonte: Agência Brasil
